(Capítulo
1)
Eu
sempre tive tudo, não por meu pai, porque apesar dele ser uma ótima pessoa, companheiro,
a simpatia em pessoa, ele nunca me ajudou com nada, a não ser com sua amizade.
Não
que eu me lembre de muito quando era pequena, já faz muuitooosss anos, mas vou
tentar recordar e vou escrevendo.
Minha
infância sempre foi muito feliz, quando era pequena olhava para a televisão,
via algo que queria e bastava eu olhar para minha tia, fazia uma carinha de
cachorro pidão, e o presente depois de alguns dias estava lá.
Ela é
irmã do meu pai, Tia Cissa, atenciosa e dedicou a vida para me dar do bom e do
melhor.
Lembro-me
das minhas férias, ela chamava um primo e uma prima e ficávamos dias na praia,
uma época em que problemas não existiam para mim, somente sorrir e me divertir
lembro-me até do som do mar na frente do apartamento em que ficávamos.
A
gente chegava bem cedinho o dia ainda não tinha clareado e eu:
_Tia,
tia olha ali e apontava para o mar, eu quero nadar. (super empolgada)
E
ela:
_Calma
, vamos ajeitar as coisas no apartamento depois a gente vai, parece que nunca
viu o mar.
De
fato, sempre viajamos muito, graças as condições dela que sempre nos ajudou
desde que eu me conheço por gente.
Saudades,
muita saudade.
Tia
Cissa sempre foi uma pessoa autoritária, inteligente ou talvez o espírito dela
já seja de estar a frente de tudo que é feito, ela quem organizava os passeios,
as pescas, as viagens e cá entre nós ela acabou ocupando o lugar do meu pai,
que sempre pareceu ser mais um amigo do que meu pai e participava muito pouco
dessa fase da minha vida.
Não
tenho muitas lembranças dos meus pais juntos, era sempre eu, minha tia e minha
mãe, e claro os primos que de costume iriam conosco o fato de ser filha única,
então nunca iria sozinha, e hoje sei o quanto meu passado refletiu no que eu
sou hoje.
Eles
me ensinaram que mesmo tendo tudo que queria
era para dar valor, que não podia humilhar ninguém por ter melhores
condições que algumas pessoas e que tudo é passageiro.
Às
vezes a vida da gente nos surpreende mesmo, outras coisas nunca mudam.
Nas
reuniões de escola, difícil me lembrar de uma em que meu pai apareceu, vou
tentar falar um pouco individualmente de cada um nessa história, peço desculpas
pela memória curta, mas tentarei ser detalhista com os que lembrarem.
Vamos
embarcar nessa antiga história, mas que não tem somente alegria, talvez o leitor
(a) até se assuste com algumas revelações.
Parabénssss, adorei, muito bommmm. Continue com a história, quero saber das revelaçõessss.
ResponderExcluirBjs
Vânia Coelho
Mas já temos até o capítulo 18, espero que goste.
ExcluirObrigada!